Comparar a vida com o mar não é uma metáfora assim tão rara.
Vivemos como barcos a singrar tantos mares e, até, oceanos...
Às vezes, somos levados por correntezas;
Ficamos à deriva,
À mercê das ondas...
Sofremos os embates de suas fúrias,
E mesmo quando tudo parece estar calmo,
Podemos ser surpreendidos.
A vida é assim: um grande mar aberto.
Nele somos lançados a seguir diversas rotas por nós escolhidas;
Ora na direção certa; ora na incerteza do destino,
Perdemo-nos ou nos encontramos nesse vasto mar!
Com o decorrer do tempo,
Diante de viagens mais longas,
Largamos o timão, o leme da existência,
Querendo que alguém assuma o comando;
Mas, parece que a voz do grande mar nos diz
P'ra não ter medo,
Que a coragem é o segredo da vida...
Sob os ventos e velas!
Até porque
Somos esperados por tantos que um dia nos viram adentrar o mar
E nos acenaram na esperança de um retorno breve.
Na volta, cabe-nos a expectativa de um abraço
Tão intenso e aconchegante de sentir as batidas do outro coração
Em nosso peito...
Com o olhar umedecido,
Voltamos,
Deixando escapar um pouco do mar em nossos olhos,
O mesmo mar imenso de tantos que nele se perderam.
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Coisas que eu nem sei contar...
Se me propões que nos unamos em corpo, voz e cor,
Chego-te assim, sutilmente, sussurrando ao teu ouvido;
Circundando teu pescoço, ouvindo gemidos não de dor,
Ouso, então, lançar-me em ti com beijo mais que atrevido!
Desbravo-te freneticamente os pontos, tua geografia...
E teus suspiros em falsete fazem-me também delirar;
Nem o passar das horas me provoca o fim do dia,
E essa aventura em carne e osso faz a gente levitar...
Com a sensação maravilhosa de estar n'um paraíso,
Éramos dois; já somos um - encharcados de perfume;
Sem pecado, estando em ti, já perco o sizo...
Entregues à paixão, de nós - muitos têm ciúme...
Esparramado sobre tuas curvas, já não tenho juízo;
Escalo-te ofegante, e em jornada delirante: é o cume!
Chego-te assim, sutilmente, sussurrando ao teu ouvido;
Circundando teu pescoço, ouvindo gemidos não de dor,
Ouso, então, lançar-me em ti com beijo mais que atrevido!
Desbravo-te freneticamente os pontos, tua geografia...
E teus suspiros em falsete fazem-me também delirar;
Nem o passar das horas me provoca o fim do dia,
E essa aventura em carne e osso faz a gente levitar...
Com a sensação maravilhosa de estar n'um paraíso,
Éramos dois; já somos um - encharcados de perfume;
Sem pecado, estando em ti, já perco o sizo...
Entregues à paixão, de nós - muitos têm ciúme...
Esparramado sobre tuas curvas, já não tenho juízo;
Escalo-te ofegante, e em jornada delirante: é o cume!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Mais um sonho...
Não pretendo te amar no bocejar da vida;
Serei pródigo em me achegar ao teu céu...
Mas, se minha atitude te parecer atrevida,
Ficarei pacientemente a esperar do teu mel!
Se é preciso sofrer uma tortura implacável,
Ou até ousar romper minha incabível prisão;
Voarei num limite bem mais que provável...
Só p'ra chegar e tocar-te o inacessível chão!
Sei que pode valer delirar e morrer de paixão;
E, se amanhã, esse teu chão que eu beijei...
Junto ao teu peito, for meu leito de perdão,
Sem palavras, q'eu apenas te diga que já nem sei,
Que não entendo essa lei e tampouco a razão...
Mas, se era sonho impossível, todo amor eu te dei!
Serei pródigo em me achegar ao teu céu...
Mas, se minha atitude te parecer atrevida,
Ficarei pacientemente a esperar do teu mel!
Se é preciso sofrer uma tortura implacável,
Ou até ousar romper minha incabível prisão;
Voarei num limite bem mais que provável...
Só p'ra chegar e tocar-te o inacessível chão!
Sei que pode valer delirar e morrer de paixão;
E, se amanhã, esse teu chão que eu beijei...
Junto ao teu peito, for meu leito de perdão,
Sem palavras, q'eu apenas te diga que já nem sei,
Que não entendo essa lei e tampouco a razão...
Mas, se era sonho impossível, todo amor eu te dei!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Carícias plenas...
Como se não bastassem as minhas cruéis cadenas,
Vivo à mercê dos enleios dos fios de tuas melenas;
E sob o laço de teu abraço, revigoro-me em cenas
Marcantes de amantes, sendo - assim, nós - apenas!
Em busca de teus carinhos, carícias mil - tão plenas;
Debulho-me sob tuas mais intensas provas pequenas
Que se somam, em torno de mim, tais quais falenas...
Enquanto desbravo teu mar, lembras-me as sirenas,
Com seus hipnóticos cantos, melodiosas e obscenas;
Em teu corpo dourado, entrego-me às duras penas...
E, se ouso deslizar-me em ti com ações tão serenas,
Dizes ao meu ouvido palavras doces, sempre amenas.
Aliviando-me - sob estrelas - minhas quarentenas...
Sinto que sou pleno; e anuncio-te em minhas arenas!
Vivo à mercê dos enleios dos fios de tuas melenas;
E sob o laço de teu abraço, revigoro-me em cenas
Marcantes de amantes, sendo - assim, nós - apenas!
Em busca de teus carinhos, carícias mil - tão plenas;
Debulho-me sob tuas mais intensas provas pequenas
Que se somam, em torno de mim, tais quais falenas...
Enquanto desbravo teu mar, lembras-me as sirenas,
Com seus hipnóticos cantos, melodiosas e obscenas;
Em teu corpo dourado, entrego-me às duras penas...
E, se ouso deslizar-me em ti com ações tão serenas,
Dizes ao meu ouvido palavras doces, sempre amenas.
Aliviando-me - sob estrelas - minhas quarentenas...
Sinto que sou pleno; e anuncio-te em minhas arenas!
domingo, 14 de março de 2010
Se olhar nos meus olhos, ...
Talvez as palavras sejam assim tão poucas
E meus gestos queiram se fazer presentes;
Se os encontros parecem atitudes loucas,
Mergulho fundo na emoção que pressentes!
Quando insisto em falar-te assim tão sério
E de mim foges, descartando o meu desejo;
De teu coração, vou desvendar o mistério
P'ra revelar-te o amor na doçura de meu beijo!
Quero te mostrar, bem pleno, o que é ser feliz;
Com essa chama que queima e chama pra viver
Um amor: reflexo do carinho que sempre te fiz
Pra viver essa paixão, se é assim o teu querer;
Seremos o amor, você e eu, como a canção nos diz:
E se olhar nos meus olhos, sei que já podes ver!
E meus gestos queiram se fazer presentes;
Se os encontros parecem atitudes loucas,
Mergulho fundo na emoção que pressentes!
Quando insisto em falar-te assim tão sério
E de mim foges, descartando o meu desejo;
De teu coração, vou desvendar o mistério
P'ra revelar-te o amor na doçura de meu beijo!
Quero te mostrar, bem pleno, o que é ser feliz;
Com essa chama que queima e chama pra viver
Um amor: reflexo do carinho que sempre te fiz
Pra viver essa paixão, se é assim o teu querer;
Seremos o amor, você e eu, como a canção nos diz:
E se olhar nos meus olhos, sei que já podes ver!
sábado, 13 de março de 2010
... tão carinhoso!
Às vezes, quando os meus olhos querem esboçar um sorriso,
E o coração é cercado por sombras de um passado ameaçador,
Quero, então, resgatar - a todo custo - o tão sonhado paraíso
Que me devolva a antiga alegria, um dia sufocada pela dor!
Mas, como fazer o coração voltar a bater daquele jeito feliz,
Se pelas ruas já não consigo - voluntariamente - te seguir?
Talvez por fugires de mim, quedo-me e quebro as promessas que fiz;
E os meus carinhos como antes, agora não podes mais sentir!
Ah, tu sabes, como ninguém, o quanto eu sou tão carinhoso
E como é sincero o meu amor; mas se estás a fugir de mim,
Fico reticente, quieto, buscando soluções, porém receoso...
Espero, então, recluso - expressar-te o que sinto assim:
Querendo que meus olhos fiquem sorrindo, com coração sequioso
E que venhas sentir o calor nos braços de um amor sem fim!
E o coração é cercado por sombras de um passado ameaçador,
Quero, então, resgatar - a todo custo - o tão sonhado paraíso
Que me devolva a antiga alegria, um dia sufocada pela dor!
Mas, como fazer o coração voltar a bater daquele jeito feliz,
Se pelas ruas já não consigo - voluntariamente - te seguir?
Talvez por fugires de mim, quedo-me e quebro as promessas que fiz;
E os meus carinhos como antes, agora não podes mais sentir!
Ah, tu sabes, como ninguém, o quanto eu sou tão carinhoso
E como é sincero o meu amor; mas se estás a fugir de mim,
Fico reticente, quieto, buscando soluções, porém receoso...
Espero, então, recluso - expressar-te o que sinto assim:
Querendo que meus olhos fiquem sorrindo, com coração sequioso
E que venhas sentir o calor nos braços de um amor sem fim!
Vi tudo mudar...
E agora?
Seguir uma trilha já feita por outros
Ou fazer o próprio caminho?
Quando somos desafiados a enfrentar a vida,
Costumamos ver as estradas percorridas por quem já a enfrentou;
Olhamos cada passo,
Cada salto sobre as pedras,
A travessia das pontes,
Os abrigos procurados como forma de amparo;
Enfim, queremos chegar lá...
A um lugar a que chamemos de porto seguro:
Um ombro,
Um colo,
Um aconchego...
Algo mais que uma companhia;
Bem mais, muito mais que não estar só...
Pensando nisso,
Só quando fui ferido,
Vi tudo mudar!
Seguir uma trilha já feita por outros
Ou fazer o próprio caminho?
Quando somos desafiados a enfrentar a vida,
Costumamos ver as estradas percorridas por quem já a enfrentou;
Olhamos cada passo,
Cada salto sobre as pedras,
A travessia das pontes,
Os abrigos procurados como forma de amparo;
Enfim, queremos chegar lá...
A um lugar a que chamemos de porto seguro:
Um ombro,
Um colo,
Um aconchego...
Algo mais que uma companhia;
Bem mais, muito mais que não estar só...
Pensando nisso,
Só quando fui ferido,
Vi tudo mudar!
Assinar:
Postagens (Atom)
