A vida tem se apresentado frenética. O ritmo que a vontade de ser feliz impõe às pessoas sugere que a pressa se torne normal. Queremos tudo mais rápido, temendo não ter sequer o pouco a que supomos ter direito. Corremos, lutamos, chegamos... e se formos os primeiros, melhor ainda! É a ansiedade diante do frenesi que é a vida.
Nas relações pessoais, quando somos movidos pela paixão, todo o processo ganha uma velocidade peculiar a esse estágio do coração. O pulsar mais forte e suas consequências imprimem ao ser a sensação de que não podemos perder mais tempo algum; ou seja, não se pode mais deixar "tanta vida p'ra depois". É assim, se pudéssemos, imporíamos que o tempo do amor fosse regulado apenas por quem ama.
A despeito de tudo isso, vamos aprendendo a cadência dos fatos, os passos que precisamos dar em busca do que sonhamos, sim... permitindo-nos.
Nossa forma de reagir, no entanto, varia com a própria experiência de enfrentarmos situações semelhantes; diria que é uma fase de eficiência, aprendizados em sequência, cuja finalidade é a eficácia, a felicidade [plena]. Entender esse conjunto de coisas nesta vida não é fácil, pode crer!
Precisamos, na verdade, criar um ritmo particular e convidar quem se proponha a fazer a mesma caminhada, no mesmo compasso; sem olhar para trás, tendo um horizonte de expectativa onde a vista quase não alcance. Decerto o futuro será mais promissor para quem soube prepará-lo ou se preparou para ele; isso não é obra do acaso.
Se ainda há pedras no caminho, você deve retirar; não é assim que diz a canção?
E, se houver pressa, pode ser que alguém tropece e se arranhe...
Quando penso, então, nas imagens de quedas minhas ou de outros, fortaleço o princípio de que é importante cultivar a prudência em cada ação, transformando-a em atitude e, para mim mesmo, digo: Ando devagar porque já tive pressa...
